sexta-feira, maio 19, 2006


Apenas dois meses após a morte do guitarrista 'Ali Farka Touré', outro gigante da cena musical Africana morre, a cantora "Cheika Rimitti", dia 15/Maio, aos 83 anos. Para muitos ela era a 'Bessie Smith' da África. 'Cheika' é considerada a rainha do 'Rai', música pop da Argélia (ainda que seja muito mais divulgado seus seguidores 'Khaled', 'Faudel' e 'Cheb Mami'). Dona de uma sólida carreira iniciada ainda nos anos 30, sempre esteve aberta a mudanças se rendendo a instrumentos ocidentais como Teclado e Baixo, mas sem nunca abandonar o 'Darbouka', 'Bendir', 'Gasba' e 'Tar'.
Tendo celebrado seu aniversário de 83 anos uma semana atrás, ela ainda foi vista dia 13 numa apresentação no 'Zenith', em Paris, num Festival '100% Rai' ao lado de 'Khaled'. 'Cheika' morreu de uma crise cardíaca em Paris, cidade adotada por ela há alguns anos.
Rebelde eterna, voz poderosa, 'Cheika Rimitti' é uma lenda e um monumento; talvez a artista mais importante da cultura do Norte da África. Suas canções focavam o dia a dia, os prazeres do sexo, do álcool e o horror das guerras. Seu talento era reverenciado em todos os continentes. Em 1994 ela trabalhou com 'Robert Fripp' e 'Flea' ('Red Hot') no álbum seminal 'Sidi Mansour' e um marco para a história do 'Rai'. Seu último trabalho 'N'ta Goudami' também fez história, foi oficialmente banido da Argélia.

"Oh my love, to gaze upon you is sin
It's you who makes me break my fast...
It's you who makes me 'eat' during Ramadan.", and,
"People adore God, I adore beer"

THE END